...onde estará a saída? Essa trilha será que levará a algum lugar que me ajude a sair desse desconhecido a qual repito em círculos experimentando o mesmo desconhecido lugar, e não me familiarizo. A jornada geográfica em busca da saída é absolutamente desconectada de sentido, é aleatória, a paisagem que se deseja visualizar é uma paisagem que nunca foi vista, e como terá então
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Sunday, September 02, 2007
Um outro conto maldito....
...onde estará a saída? Essa trilha será que levará a algum lugar que me ajude a sair desse desconhecido a qual repito em círculos experimentando o mesmo desconhecido lugar, e não me familiarizo. A jornada geográfica em busca da saída é absolutamente desconectada de sentido, é aleatória, a paisagem que se deseja visualizar é uma paisagem que nunca foi vista, e como terá então
Wednesday, May 23, 2007
Monólogo
- é, aqui estou eu...e mais uma vez terei que decidir...se é a ultima vez que decido ou não. Vc não deve está entendendo nada, se perguntando “o que um sujeito esta fazendo em cima do telhado de uma casa com essa cara de besta?”, é, tem um cara em cima do telhado com cara de besta...esse cara sou eu! E te retruco essa pergunta com outra pergunta. O que vc acha que eu devo fazer em cima desse telhado. Pq neste momento não sei mais o que estou fazendo aqui, (pausa) se fosse a uns 5 minutinhos atrás, a certeza dessa resposta seria uma força motriz, e nada seria mais absoluto do que minha resposta. Mais agora não, agora não sei ao certo. (pausa) ...Calma, sei que vc não esta entendendo, vou explicar melhor. A pouco minha TV saiu do ar, não minha TV, é claro! O canal que estava assistindo e completamente envolvido saiu do ar, e puto, resolvi ver o que estava acontecendo. Daí veio a idéia de subir ao telhado, ver a antena da tv...Simples, né. Beirando o banal. Peguei uma escada velha, coloquei apoiada no beiral do telhado, aqui...próximo. e subi, mais ao subir, as coisas mudaram de figura. Percebi que estando mais auto que eu mesmo poderia estar, fiquei pequeno, vulnerável, e comecei a perceber que o mundo estava me engolindo...me mastigando aos poucos enquanto subia os degraus, pra finalmente me engolir completamente quando estivesse no topo. Tudo ficou irremediavelmente pequeno. A TV, a minha casa, minha família, meu cachorro, minha conta bancaria, meu emprego...tudo era absolutamente desnecessário. Daqui vejo o muro que me separa do vizinho, o vizinho ai do lado, gente boa! Será que ele já subiu para concertar antena da casa dele? E como será que ele se sentiu, vivo ele continua, vi ele mais cedo. Mais continuando, eu estava sendo engolido pelo mundo, e talvez a única salvação dessa tragédia seria me jogando daqui. E ai surge o grande questionamento, concerto a TV ou me jogo daqui. E pior nem sei se vou morrer se me jogar, afinal, minha casa é térrea, vou quebrar um braço, uma costela...talvez fique paraplégico...a não ser que eu me jogue de cabeça naquela parte ali...ali concretada, ai vou ter uma chance muito boa de rachar meu crânio. Não vou desperdiçar esse pequeno pedaço de concreto, de jeito nenhum. Mais o programa que eu estava vendo? Será que terminou? Cara....tava hipnotizado, só uma fina, tênue linha entre minha visão e a TV, nos prediam, numa simbiotica relação de poder. Cara, adoro esse programa...muito bom, será que esta passando intervalo? E o mundo será que ira me poupar se eu der uma pausa e for ver apenas o resto do programa, juro que volto e me jogo mais tarde...juro! mais deixa eu ir concertar essa tv antes que acabe o programa...depois dele acabar o mundo pode acabar também.
Wednesday, July 19, 2006
A leitura luminosa do território urbano visto através da Tv.

Programa de Auditório, Leblon vizinho, Revista de filosofia, Favela maquina de violência, Apresentadoras infantis louras, Cenários aluminados, Musica e suas sombras, Telejornais e Trigêmeos, Filmes dublados vozes iguais, Vende-se almas, tênis e pasta de dentes, Margarina é o real segredo da felicidade assim como as Universidades Particulares, Cultura nas embalagens descartáveis de bombons e balas, Sexo inibido e protestado, Política com símbolos/marcas de alto consumo, Piadas metalingüísticas, Massa de pizza e família completa, Morte e Cerveja e o estado, Cerveja e a gostosa e o morto piadista, Copa no chinelo verde amarelo em promoção, Sorriso e entrevistas oferecidas a granel, Saúde é a resposta final para todos os questionamentos filosóficos...a cidade brilha em falsos sentimentos e todas as tragédias mundiais é consumida em massa. Cores que desevendam uma nudez...obscenos gestos que são ampliados pelos tubos, que através de pontos e bombas de luzes...mostram o que não somos, nem o que queremos ser, mostra o que apenas desejamos consumir...
Monday, July 17, 2006
Vertigem Cerebral 2 apresenta:

DIALOGO
- Eu sou uma colher, uma colher esbelta não disponível, o que vc pretende comigo?
- Juro que não quero te usar....não te usaria para comer, isso seria muito cruel!
- sei, sei.
- Porque vc não acredita em mim, vim de tão longe, para buscar alguém que pudesse me compreender, tudo fica tão difícil quando vc não acredita nas minhas palavras, tudo bem que agente só se conhece a alguns minutos, sempre fico no compartimento do lado, a espera do acaso de me colocarem junto a vcs...a vc.
- é que estou cansada...cansada de ser usada, subestimada, toda minha existência foi ser usada....sou um peça, um objeto servil...uma puta que enfiam em qualquer lugar..não me respeitam...não acredito em vc...não acredito em ninguém.
- ..mais vc pode ser feliz, nos podemos fugir, eu tenho um plano. So depende de vc..
- um plano?
- sim, um plano...
E neste instante uma imensa mão abre a gaveta, e pega uma faca de lá. E todo o plano é interrompido assim como as promessas de amor.
Friday, July 14, 2006
Vertigem Cerebral apresenta:

PERTO
...meu rim e meus ouvidos
Um dia alguém chegou e perguntou bem de perto, o que é que eu queria? E porque continuava ali, afinal tudo era maior que estar ali. Eu não respondi nada.
Mais essa pergunta passou a me atormentar, e me fazer não sentir que o aqui é seguro, o aqui é uma extensão de mim, perdi raiz.
E pra que isso? Por que fez isso comigo?
E tudo pareceu mais distante sem instabilidade, Deus não existiu mais.
E esse alguém sumiu, mais poderia ser aquele que esta em pé, perto do poste, olhando parado para um tempo que não é meu, nem dele.
Ele poderia ser qualquer um, e é. Ele atormenta nos meus sonhos com suas indagações, perguntas, dilemas, e sempre ri no final, como se essa alegria fosse a força pra ele continuar a estar em todos lugares, onde estou, onde ando.
Fugir é o meu rumo, porque não? Mais não quero fugir, atrás de uma liberdade que não existe alem da própria palavra bonita que soa, ela é mais miserável do que o “alguém” que me atormenta.
Quero fugir, em sonhos, onde a minha estabilidade se desmancha em cores e sons. Quero apenas enlouquecer todo dia, e nem saber as horas.
Quero depois disso tudo, quero paredes, construções, pessoas, e carros...quero livros e letras neles. Quero lâmpadas florescentes, e cama com lençóis, televisão e microondas, musica...quero muita musica, musica com batata frita e poesia....comer musica ouvindo o som da batata frita.
E correr, vou correr sem querer me esconder, vou correr para sentir que meus braços e minhas pernas por pequenos instantes desaparecem a custo dos meus movimentos rápidos. Vou querer sumir, evaporar, desaparecer, desintegrar. Pra saber se realmente existo. Provar ser um nada incrível.
Depois vou querer inverter meu tecido, vou querer expor minhas vísceras e ver o que tudo que há dentro de mim, e oferecer a todos na rua, pegar meu rim, e ver o quanto é macio e viscoso.
E aquele alguém que não vai mais me perseguir porque ele não terá mais tempo, se cansará e irá exausto fugir nos seus sonhos. Sonhos como meu só que ele não voltará. Ele viverá lá na espera de quando eu voltar a enlouquecer. E quando novamente eu ir ao balcão, ele novamente poderá povoar meus devaneios.
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