Sunday, November 11, 2007

Como se nasce um projeto

Trabalho de atelier 5

Friday, October 26, 2007

START


MAMBEMBE


No palco, na praça, no circo, num banco de jardim
Correndo no escuro, pichado no muro
Você vai saber de mim
Mambembe, cigano
Debaixo da ponte
CantandoPor baixo da terra
CantandoNa boca do povo
CantandoMendigo, malandro, muleque, mulambo bem ou mal
CantandoEscravo fugido, um louco varrido
Vou fazer meu festival
Mambembe, cigano
Debaixo da ponte
CantandoPor baixo da terra
CantandoNa boca do povo
CantandoPoeta, palhaço, pirata, corisco, feirante judeu
CantandoDormindo na estrada, no nada, no nada
E esse mundo é todo meuMambembe, cigano
Debaixo da ponte
CantandoPor baixo da terra
CantandoNa boca do povoCantando
(Chico Buarque)

"Coro das pessoas do povo
Aquela gente, de surpresa
Aqui na terra amanheceu!
E ninguém sabe com certeza
Como foi que ela apareceu!
CORO — São ciganos!
OUTROS — São artistas!
UNS — São ciganos!
OUTROS — Não insistas!
UNS — São ciganos!
OUTROS — Não há tal!
Com certeza é pessoal
Teatral!
CORO — Com certeza é pessoal
Teatral!
OS ARTISTAS (Entre si.)
— Aquela gente não se aproxima..."

Saturday, October 20, 2007

2ª MARATONA DE PROJETOS


EQUIPE:Eu, Saulo e Dani Blu
Data: 20/10/007

METODOLOGIA

- Limite do terreno
- Diagrama de fluxo e funções (?)
- Plano de massa

ANTEPROJETO

CONCEITO:
- Manter o diálogo entre a nova edificação e a tipologia original da FAUFBA.
- União, agregação e liberdade.
Liberdade Acesso
Conhecimento
Social
- Subverter o conceito de biblioteca?
Especialização X Pluralização













Monday, September 24, 2007

...1








...”Toda cidade desconhecida é uma cerrada rede de signos sobrepostos que demandam uma demorada decifração. Trata-se de um conhecimento tortuoso e, ainda mais, sofrido, se o provinciano for também um “estreante” na vida”






... “processo de modernização transforma não só o perfil e a ecologia urbanos, mas também as experiências dos habitantes da cidade, aquela que constitui uma questão fundamental para os modernos. Lugar por excelência das transformações que resultaram da Revolução Industrial, a cidade tornou-se uma paisagem inevitável, pólo de atração e de repúdio, paradoxalmente uma utopia e um inferno. Foi traço forte na pauta das vanguardas e continua, neste final de século, a ser um problema, objeto do debate pós-moderno, num momento em que a era das cidades ideais caiu por terra. Esse processo torna a cidade uma imensa arena de discursos gastos e dispersos, lugar de inscrição e rasura dos signos que desafiam o olhar do habitante, que busca ler a ilegível linguagem urbana.
Assim, os olhos dos habitantes, leitores da cidade, estão num processo de fusão visual, compactando uma multiplicidade de gestos, movimentos e imagens, no ato de ver/ler a cidade. Na experiência urbana, cruzam-se extremos momentos de conflito e o banal que sustenta a cidade e lhe dá vida. Tais cruzamentos constituem fatores condicionantes da percepção desses leitores.
Ler a cidade é engendrar uma possível leitura para o que se foi tornando ilegível, num jogo aberto e sem solução. Essas leituras são o relato sensível dos modos de ver a cidade, produzindo uma cartografia simbólica, captando-a enquanto “símbolo complexo capaz de exprimir a tensão entre racionalidade geométrica e emaranhado de existências humanas” como ressalta Italo Calvino, no ensaio “Exatidão”, uma das Seis propostas para o próximo milênio.”

...”A cidade é o absurdo?”

...”Através destes percursos pelas cidades de letras e imagens, grafias e fotogramas —conjugadas pela arte de andar e de ver —, percebe-se que não há a exclusividade de um modelo para a leitura da cidade. Aceitando o fragmentário, o descontínuo e contemplando as diferenças, os textos de Henrique Dinis da Gama, José Cardoso Pires e Rubem Fonseca procuram escapar às exigências excludentes do modernismo, refuncionalizando a tradição, respectivamente, das culturas portuguesa e brasileira. Reciclando a memória cultural, esses textos cenarizam a cidade patchworkcom sua polifonia, sua mistura de estilos, captados por olhares que colhem a multiplicidade de signos, na busca de decifrar o urbano lisboeta e carioca, que se situam, ambos, no limite extremo e poroso entre ficção e realidade. Conjugando fotogramas, vozes e grafias, os textos revelam a cidade enquanto o lugar de inscrição e rasura dos signos cuja legibilidade seduz e desafia o olhar do leitor, ao mesmo tempo que indicam serem cidades não apenas produtos da memória ou do desejo, como muitas das cidades invisíveis de Italo Calvino; são objetos complexos que incluem a realidade e sua descrição: cidades que se confundem com as palavras, as imagens e as vozes usadas para descrevê-las. A operação poética que (re)inventa, que dá a ver essas cidades, é levada, entretanto, até certo ponto; caso contrário, obter-se-iam cidades verossímeis demais para serem verdadeiras” (Renato Cordeiro Gomes)